segunda-feira, 22 de maio de 2017

É no inverno que o boi sanfona

Sabe o que é o efeito boi sanfona? São aqueles animais que engordam nas chuvas e emagrecem na seca, e isto acontece no inverno. É neste período que o produtor deve trabalhar para evitá-lo e o planejamento é a palavra-chave para que o pecuarista consiga minimizar o impacto da sazonalidade de chuvas.

Na seca, principalmente em fazendas onde não há forragem específica para o inverno, o gado costuma se alimentar dos brotos de pasto, prejudicando o desempenho tanto dos animais quanto da própria pastagem. Com uma estimativa do rebanho e da capacidade de produção de forragem dos pastos, é possível, por exemplo, separar um pasto na época de chuvas para que o gado possa se alimentar dele na seca. É um método barato, mas exige do produtor um mínimo de planejamento para que o pasto fechado não faça falta antes e que o capim seja suficiente para alimentar o rebanho na ausência das chuvas.

Se isso não for possível, e para não precisar comprar alimento produzido fora da propriedade, o pecuarista pode plantar cana, fazer silagem ou feno na própria fazenda. Esse procedimento também deve ser planejado com antecedência para que o alimento esteja pronto na época e na quantidade certa.

O produtor precisa saber quantos animais alimentará na seca, qual seu peso aproximado para essa época e por quanto tempo deverá ficar sem chuvas, lembrando que cada UA (unidade animal, 450 kg de peso vivo) come cerca de 10,00 kg de matéria seca por dia. Com esses dados, o pecuarista poderá avaliar se é melhor reduzir o rebanho ou optar por uma das alternativas para produzir alimento.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste a integração lavoura pecuária é, sem dúvida, uma alternativa bastante interessante. A técnica é de fácil aplicação e gera resultados importantes na produção de alimentos para o período de seca. Mesmo não sendo uma atividade de escolha do pecuarista, é possível trabalhar com parcerias, que se mostram um bom caminho de solução, possibilitando, além de alimento com alta qualidade na seca, um retorno financeiro e a recuperação da fertilidade da terra.

O confinamento também pode ser usado como uma boa ferramenta para se ter comida no período da seca, com a produção de silagem de milho no período das águas. O pecuarista que utiliza a reserva de feno em pé é o perfil ideal para o confinamento estratégico, pois no confinamento estariam animais em terminação em período de entressafra. O confinamento possibilita melhor distribuição da renda, garantindo a entrada de dinheiro em período que normalmente não entra.

Vedação escalonada de pastagens

Outra técnica para se preparar para a seca é realizar a vedação de parte das pastagens no início de fevereiro, permitindo que o alimento cresça até a época das secas, deixando uma reserva para o gado se alimentar quando os pastos estiverem fracos. A vedação realizada nos meses de fevereiro e março garante que o volumoso seja o mais nutritivo possível durante os meses de seca. A técnica do feno-em-pé consiste em deixar o capim alto desidratar naturalmente no campo. O pasto é vedado em duas ocasiões para evitar que chegue muito fibroso com baixa qualidade nutricional em julho. O escalonamento – uma vedação em fevereiro e outra em março – permite que se combine quantidade e qualidade do volumoso, garantindo pelo menos a manutenção dos animais na seca.

Antes da vedação, é preciso fazer um pastejo pesado na área separada. O fechamento da pastagem deve ser feito com solo úmido e adubado com ureia (100,00 kg/ha). O terço fechado em fevereiro deverá ser aberto em maio e pastejado por 75 dias até o final de julho. Os dois terços restantes deverão ficar também por 75 dias, a partir do fim de julho, até o fim das secas. Para essa técnica, deve-se usar braquiária decumbens, xaraés, marandu, piatã e tifton. Já os capins mombaça, tanzânia e andropogon devem ser evitados porque formam muito talos, que não são comidos pelo gado.

Pastejamento em excesso

Sem um planejamento, a propriedade acaba sofrendo durante todo o ano porque assim que as chuva
s recomeçam surge o problema de pastejamento em excesso. Com fome, o gado come o capim assim que ele nasce, logo nos primeiros brotos. O capim enfraquece e o gado deixa de aproveitar todos os nutrientes que ele poderia oferecer. Fraco, o capim demora para nascer novamente e perde espaço para ervas daninhas e para a degradação do solo.

Com planejamento, o produtor mantém o valor nutritivo do pasto durante as chuvas, o gado aproveita o pasto sem degradá-lo e, na próxima estação da seca, consegue-se evitar o efeito boi-sanfona na propriedade, evitando perdas econômicas.

Fonte: Portal do Dia de Campo, por Renato dos Santos

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Fonte: https://www.comprerural.com/e-no-inverno-que-o-boi-sanfona-veja-como-planejar-a-alimentacao-do-gado-para-a-epoca-seca-do-ano/



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Escolha a raça de cavalo correta pra cada destino

As raças brasileiras começaram a ser formadas a partir da segunda metade do século IX. A primeira delas foi a raça Mangalarga, seguindo-se as raças Mangalarga Marchador, Campolina, Crioula, Piquira, Pantaneira, Marajoara, Campeira, Nordestina, Brasileiro de Hipismo. Um décimo agrupamento de equinos vem sendo constituído desde 1993, através do Serviço de Registro Genealógico da ABCCPAMPA – Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa. Mas não se pode considerar como raça, tendo em vista que pampa define pelagem, sendo comum em várias raças, como nas próprias raças Mangalarga, Mangalarga Marchador, Campolina, Piquira, como exemplos. A morfologia e o andamento, apesar de serem orientados por um Padrão Racial, são de padronização quase que impossível, pois são registrados animais oriundos de quase uma dezena de raças, além dos animais sem origem conhecida. 

De acordo com a função, as raças são divididas em: Esporte, Lazer, Serviço. As raças brasileiras especializadas para serviço são a Crioula, Pantaneira, Marajoara e nordestina. São criadas em regiões específicas, onde adaptaram-se para o desempenho de determinadas funções. Assim, o cavalo Crioulo, uma das raças mais antigas do país, foi desenvolvido na região dos pampas gaúchos, lidando com manadas de gado, cavalo, muares, ovinos. É um cavalo resistente, de criação rústica, ágil, veloz, inteligente, de boa treinabilidade. Para demonstrar suas aptidões funcionais, executa uma prova de maneabilidade e velocidade, conhecida como “Freio de Ouro”. O cavalo Pantaneiro é um especialista na lida de gado nas regiões alagadas do Pantanal do Mato Grosso, tangendo enormes boiadas de áreas inundadas para outras pastagens aproveitáveis na época das enchentes. O cavalo Marajoara é um especialista no trabalho de gado na região úmida da Ilha de Marajó, onde predominam grandes criações de búfalos, que também foram treinados para serem montados. O cavalo Nordestino é um especialista no trabalho de gado e rebanhos de caprinos e ovinos na caatinga do sertão do Nordeste, de vegetação espinhosa. Infelizmente, esta raça deixou de ser reconhecida pelo Ministério da Agricultura, desenvolvendo-se em condições desordenadas de seleção e melhoramento genético.

As raças nacionais especialistas na prática de esportes são a Mangalarga e Brasileiro de Hipismo. O esporte original da raça Mangalarga era a caça de veados, inicialmente praticada na região montanhosa do Sul de Minas, com os cães nacionais, de faro apurado para localizar os veados nas montanhas. Posteriormente, levado para a região dos prados planos do oeste paulista, as caçadas passaram a ser realizadas pelos cães americanos, de menos faro, mas visão mais apurada, e os cavalos foram selecionados para galopar com mais velocidade e agilidade, e desenvolver um andamento característico, denominado de marcha trotada, de deslocamentos amplos, de maior progressão em relação à marcha de tríplices apoios dos “Mangalargas Mineiros”, e bem alçados e flexionados. Atualmente, o cavalo Mangalarga é muito utilizado em provas funcionais de velocidade e maneabilidade, na lida de gado e cavalgadas. Seu andamento característico, a marcha trotada, confere ao cavaleiro comodidade superior àquela derivada do trote convencional, porque o momento de suspensão é menor, e muitos animais apresentam sustentação dinâmica com base em apoios mono pedais e quadrupedais, o que reduz os atritos verticais associados aos apoios duplos diagonais sincronizados. O cavalo Brasileiro de Hipismo, chamado de BH, é de formação mais recente, sendo derivado de raças estrangeiras especialistas em salto. 

As raças nacionais especialistas em lazer são a Mangalarga Marchador, Campolina, Piquira, Campeira. O que define a especialização de lazer é docilidade e a MTAD – Marcha de Tríplices Apoios Definidos, um andamento de média velocidade que, ao contrário do trote, confere ao cavaleiro, ou amazonas, a comodidade necessária para a satisfação nos passeios e cavalgadas de média a longa distância. A MTAD tem base genética, mas sofreu influência do meio ambiente. Estas raças brasileiras de cavalos de marcha representam autênticos patrimônios nacionais, que merecem mais atenção dos órgãos federais. Da mesma forma, também está sendo ignorado pelo Governo Federal o Jumento brasileiro da raça Pêga, o único marchador no mundo, capaz de produzir os mais belos e melhores muares marchadores do mundo. 

Quanto às raças estrangeiras, chamadas de exóticas, ou importadas, a maioria delas incluem-se na categoria de esportes. As mais difundidas são a Quarto de Milha, Puro Sangue Inglês, Árabe, Andaluz, Luzitana, Paint Horse. A raça Árabe é a mais antiga, tendo participado da formação de um grande numero de raças. É modelo universal de beleza, sendo especialista em enduros de velocidade, pois tem resistência inigualável. A raça Puro Sangue Ingles, conhecida como P.S.I. tem como especialidade as corridas de média e longa distância. A raça Quarto de Milha tem duas especialidades: corridas rasas, de 400 metros ( um quarto de milha ) e o “cow sense”, que se traduz na aptidão nata para lidar com gado. Estas duas especialidades geraram um leque de esportes amplamente praticados no Brasil: corridas, vaquejadas, Prova dos 3 Tambores, Prova das 6 Balizas, Prova de Apartação, Prova de Laço. Os representantes das raças Appaloosa e Paint Horse derivam diretamente da raça Quarto de Milha, tendo conformação semelhante, bem como as aptidões funcionais. As diferenças estão nas pelagens que lhe deram os nomes: Appaloosa ( pintas escuras sobre pelo branco ) e Paint (malhado). São pelagens que não foram aceitas pelo Serviço de Registro Genealógico da raça original, Quarto de Milha. A raça Andaluz é especialista em touradas e adestramento clássico para exercícios de alto escola. É representada por cavalos fortes, inteligentes, de fácil treinabilidade. A raça Luzitana é tronco da raça Andaluz, tendo sido formada em Portugal.


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Fonte: https://www.comprerural.com/saiba-como-escolher-a-raca-de-cavalo-correta-para-trabalho-competicao-ou-lazer-curiosidades-e-suas-vantagens/

terça-feira, 2 de maio de 2017

Brasil tem 90% dos frigoríficos habilitados para o abate Halal

O Brasil possui 90% dos frigoríficos habilitados para produzir proteína animal Halal e seus derivados, de acordo com nota divulgada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, na quarta-feira (26/4). Seu abate é específico para atender o consumo de carne pelos muçulmanos. O conceito Halal trata-se de uma série de padrões que vão desde a constatação da saúde plena do animal até a não adoção de trabalho infantil ou escravo pelos estabelecimentos de abate. 

Ainda segundo a entidade, o volume exportado da carne brasileira alcança apenas 20% da população muçulmana no mundo, de cerca de 1,8 bilhão de pessoas. Por outro lado, o país é o principal exportador de carne bovina e de frango para países islâmicos. A carne suína não entra nessa conta, visto que o consumo de suínos é proibido pelo Islamismo.

Para exportar para os países muçulmanos, os frigoríficos brasileiros precisam realizar o procedimento Halal longe dos animais não Halal. Nesse caso, o gado deve ser saudável, em perfeita condição física e não deve sofrer. O abate precisa ser autorizado por autoridades sanitárias e só pode ser feito e fiscalizado por muçulmanos que conheçam as regras e condições da prática.

Para Ahmad El Tarrass, gestor de desenvolvimento do Halal Industrial da FAMBRAS Halal, instituição certificadora Halal, há uma tendência dos consumidores não-muçulmanos em adquirir produtos Hala pela segurança que eles oferecem. “Os produtos Halal exigem das indústrias a implantação de uma série de padrões e controles de qualidade, o controle dos insumos, do nível de agrotóxicos, da manipulação dos alimentos, da rastreabilidade…São parâmetros bastante diferentes e bem mais rigorosos do que os adotados na indústria comum e que garantem mais segurança aos produtos alimentícios. Em se tratando da proteína animal, além de tudo, há a certeza de que não existiu o sofrimento do animal e que o método do abate foi o mais ético e correto existente”, diz Tarrass. 

Conheça mais sobre a Técnica de Abate Halal
Halal é uma palavra árabe que significa legal, permitido. Todos os alimentos são considerados halal, exceto:
  • Carne de porco e seus derivados;
  • Animais abatidos de forma imprópria ou mortos antes do abate;
  • Animais abatidos em nome de outros que não sejam Alá;
  • Sangue e produtos feitos com sangue;
  • Álcool e produtos que causem embriaguez ou intoxicação;
  • Produtos contaminados com algum dos produtos acima.

Animais como os bovinos, caprinos, ovinos, frangos podem ser considerados Halal, desde que sejam abatidos segundo os Rituais Islâmicos (Zabihah).

A técnica de abate Halal deve seguir os seguintes passos:
  1. O animal deve ser abatido por um muçulmano que tenha atingido a puberdade. Ele deve pronunciar o nome de Alá ou recitar uma oração que contenha o nome de Alá durante o abate, com a face do animal voltada para Meca;
  2. O animal não deve estar com sede no momento do abate;
  3. A faca deve estar bem afiada e ela não deve ser afiada na frente do animal. O corte deve ser no pescoço em um movimento de meia-lua;
  4. Deve-se cortar os três principais vasos (jugular, traquéia e esôfago) do pescoço;
  5. A morte deve ser rápida para evitar sofrimentos para o animal;
  6. O sangue deve ser totalmente retirado da carcaça.
Fonte: The Islamic Food and Nutririon Council of América e The Muslim Food Board.


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Fonte: http://abpa-br.com.br/setores/avicultura/mercado-externo/a-tecnica-de-abate-halal
http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/noticia/2017/04/brasil-tem-90-dos-frigorificos-habilitados-para-o-abate-halal.html




quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ovelha cresce em um útero artificial nos Estados Unidos

Os Cientistas do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, tiveram sucesso ao desenvolver um útero artificial. Como uma bolsa preenchida por fluidos e tubos de sangue, os cientistas estão criando oito ovelhas, que já possuem quatro semanas de idade.

Até o momento, a equipe do Hospital registrou apenas sucessos: as ovelhas desenvolveram normalmente pulmões e cérebro. Além disso, todos já abriram os olhos e aprenderam a engolir — além dos primeiros tufos de lã já terem nascido. O interessante dessa pesquisa? O dispositivo poderá, no futuro, ajudar bebês humanos nascidos prematuramente ao aumentar as chances de sobrevivência.

O resultado e os estudos pré-clínicos comprovas que os pesquisadores tiveram sucesso ao simular o ambiente do útero. Mesmo que, até o momento, apenas ovelhas tenham passado pelo processo, as funções da placenta foram reproduzidas com sucesso para o desenvolvimento dos órgãos.

Para não causar confusão, o cirurgião fetal e líder da pesquisa, doutor Alan Flake, disse o seguinte: "É totalmente ficção científica pensar que você poderá pegar um embrião e colocá-lo diretamente em nossa máquina sem a mão ser um elemento crítico" — essa máquina, aliás, se chama Biobag.

BEBÊS HUMANOS
Quando falamos de bebês humanos, a ideia é a seguinte, com a Biobag: oferecer um ambiente mais similar ao útero para os bebês que nasceram de forma extremamente prematura, segundo Flake. 

A Biobag, caso esteja curioso, é "uma bolsa" de plástico transparente que envolve o feto e protege do mundo exterior. Ela possui uma solução com eletrólitos que simula o fluido amniótico, para o feto conseguir circular sangue e trocar dióxido de carbono para oxigênio.

Agora, alguns números para você entender o motivo dessa criação: apenas nos EUA, 10% dos bebês nascem prematuramente (antes das 37 semanas). Desse número, 6% ou 30 mil nascem de maneira extremamente prematura, antes da 28° semana. Dentro dos 30 mil que conseguirem sair da unidade de cuidado intensivo, entre 20% e 50% ainda deverão apresentar problemas de saúde por causa do desenvolvimento de órgãos fora do ambiente comum (útero).

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Fonte: http://www.caaraponews.com.br/noticia/82211/ovelha-esta-crescendo-em-um-utero-artificial-bebes-sao-proximo-passo

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cerca Elétrica – Confira aqui seus benefícios na criação de animais


Existe um custo-benefício muito grande da cerca elétrica para a otimização na criação de animais e, segundo várias pesquisas de países que já estão a muito tempo no mercado internacional de animais, os agricultores têm ao menos 6 bons motivos para aderir essa ferramenta. Entre eles está a possibilidade de aumentar a criação de animais, e ser auxiliado por um especialista da isolar na escolha de equipamentos.

Há 4 décadas atrás quando a cerca elétrica com energia alternada começou a ser usada na Nova Zelândia o comércio do ramo teve uma revolução e juntamente a outras técnicas na criação de animais em 2010 se tornou o maior exportador mundial de caprinos. 

Confira abaixo os 6 motivos que apontamos por que os agricultores migram da cerca tradicional para a cerca elétrica:

  1. Otimizar a pastagem → Os animais andam muito e pisoteiam o pasto, com a cerca elétrica fica muito mais fácil mudar o cercado e dividir em pequenos piquetes, com isso cada área do pasto é utilizada com o máximo de eficácia e aproveitando melhor o solo, além de tornar o manejo mais fácil;
  2. Redução de Mão de Obra → No modo tradicional de fazer cercas, se gasta muito para cercar uma área pelos seguintes fatos: Os palanques são colocados a uma distância de 2 a 3 metros um do outro com madeira boa, maior quantidade de fios e bastante esforço para reparar a cerca, enquanto a cerca elétrica se usa palanquetes em um espaçamento a cada 10 metros e a quantidade e o valor chega a reduzir 80%, o custo para reparar a cerca é praticamente nulo e não requer esforço desde que o fio usado seja o eletroplástico (mais barato que o fio de aço galvanizado);
  3. Ganho de peso dos animais → Utilizando o rotacionamento de pastagem o animal fica restrito a uma área com mais facilidade, andando menos, engordando mais, se estressando menos e consequentemente produzindo leite de melhor qualidade e em maior quantidade;
  4. Controle no plantio de pastagem → Uma das dificuldades para o agricultor é gerenciar a pastagem para que o rebanho sempre tenha alimento e não diminua a qualidade do animal. Utilizando o manejo de pastagem, o controle do plantio se torna viável e sustentável, manejando o gado após x dias (vária de acordo a região) e semeando no dia anterior para o próprio animal pisotear a semente e fazer o plantio antes do manejo. A cerca elétrica garante um controle melhor e maior eficácia pois o animal cria uma barreira psicológica e não estraga o cercado;
  5. Menor esforço na mudança de áreas → Um grande problema com a cerca tradicional é a inflexibilidade, gerando muito trabalho caso decida fazer reuso do material para construir outro piquete. Com o eletroplástico e os palanquetes móveis(mais barato que os palanques de madeira) é muito mais fácil, pois o eletroplástico é leve e fácil de enrolar e o palanque fácil de remanejar; 
  6. Gasto zero de energia usando placas solares →  Para reduzir o gasto com energia a ZERO basta colocar um eletrificador com placa solar evitando que a oscilação de energia danifique seu aparelho e ao mesmo tempo tenha uma estrutura duradoura e sustentável!


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Fonte: https://www.comprerural.com/motivos-e-forma-correta-de-se-usar-cerca-eletrica/

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resíduo de cervejaria ajuda os produtores de leite a sobreviverem na atividade


A cervejinha gelada apreciada pelos brasileiros ajudou produtores de leite a economizar em 2016, quando muitos pensaram em abandonar a atividade por não conseguirem bancar os custos de produção. O resíduo da cevada, matéria-prima das cervejarias, volta para o campo na forma de um ingrediente eficiente e barato para integrar a ração das vacas leiteiras. Na ponta do lápis, no ano passado, o subproduto se mostrou vantajoso, pois aliviou o bolso do produtor, que estava pagando caro pelos cereais.

Os estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram que os preços dos concentrados, que representam 40% do custo de produção da pecuária leiteira, subiram 13,8% de janeiro a novembro do ano passado, impulsionados pela alta das cotações dos grãos, principalmente do milho. Para quem não lembra, o cereal bateu recordes de preços, forçando os pecuaristas a buscar alternativas mais baratas.

A Fazenda Real, que fica em Cabrália Paulista (SP), encontrou uma solução misturando o resíduo de cervejaria na ração. O gerente da propriedade, Laurival Santos Freitas, afirma que os custos foram reduzidos em 25%. “É o que tem segurado a dieta dos animais”, explica. O preço compensou: o funcionário da fazenda afirma que, no final do ano passado, comprou a tonelada da cevada úmida por, em média, R$ 120, sem frete. Já a tonelada de farelo de milho custava em torno de R$ 750 e a de soja R$ 1.350.

Outro ponto importante é que a fazenda consegue ensilar 2.000 toneladas de cevada, o que garante preços ainda mais baratos e o abastecimento o ano todo, mesmo em épocas quando o brasileiro bebe menos cerveja, como no inverno. Além disso, houve incremento na produção e Laurival atribui o resultado à cevada. Cada uma das 450 vacas da fazenda está dando cerca de 5 litros de leite a mais na comparação com o ano passado. Juntas, fizeram a captação saltar de cerca de 7.500 para 10.600 litros por dia. “Se tiramos a cevada bruscamente, elas ficam estressadas e ‘protestam’ dando menos leite, algo em torno de 10% a menos logo no dia seguinte”, diz Laurival.

Ele explica que essa reação acontece porque os animais realmente adoram a “cerveja sólida”. Isso porque ela vem um pouco úmida, o que facilita a digestão de outros farelos mais secos, além de deixar o resíduo mais gostoso. Mas não pense que elas ficam bêbadas: o líquido não é fermentado, logo, não é alcoólico. Elas só ficam mais gordinhas, iguais aos beberrões humanos, pois acabam comendo mais a ração.

Ele explica que essa reação acontece porque os animais realmente adoram a “cerveja sólida”. Isso porque ela vem um pouco úmida, o que facilita a digestão de outros farelos mais secos, além de deixar o resíduo mais gostoso. Mas não pense que elas ficam bêbadas: o líquido não é fermentado, logo, não é alcoólico. Elas só ficam mais gordinhas, iguais aos beberrões humanos, pois acabam comendo mais a ração.

A sobra do processo industrial da bebida também é boa fonte de energia, podendo representar até um terço da mistura, sem perder a qualidade e produtividade do leite, já que tem de 30% a 40% de matéria seca. Tem ainda um excelente aproveitamento em termos de fermentação ruminal, o que garante energia aos bovinos através de seus ácidos graxos voláteis.

O resíduo garante também uma fermentação mais estável, mantendo o pH ruminal em níveis mais favoráveis para o bom funcionamento da digestão bovina. É rico em proteína bruta não degradável no rúmen, com cerca de 55% da composição, aumentando a eficiência da alimentação.

O zootecnista Sérgio Roberto, que atende clientes da Cevatrans, empresa que comercializa o resíduo, diz que o uso do produto é muito oportuno, uma vez que nos primeiros 70 dias do pós-parto a exigência desse tipo de proteína aumenta em até 45%. Por isso, melhora o desempenho produtivo nesse período.

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Fonte:
http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Leite/noticia/2017/04/criadores-usam-cevada-na-racao-de-vacas-leiteiras-para-reduzir-custos.html

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Carne vermelha fortalece músculos e o sistema imunológico

Principal fonte de proteína na mesa do brasileiro, a carne vermelha é essencial em qualquer cardápio balanceado, rico em vitaminas e minerais indispensáveis à saúde. Pesquisadores e profissionais garantem que o alimento é importante para a construção muscular e para o fortalecimento do sistema imunológico.

Os benefícios do consumo de carne devem-se à presença de zinco, ferro e fósforo, amioácidos e ácidos graxos essenciais, além das vitaminas do complexo B, entre elas B6 e B12, que atuam na formação de células vermelhas do sangue e na manutenção do sistema nervoso central. Além disso, a carne vermelha vem sendo apontada como responsável na ajuda ao combate da obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. É o que garante o cirurgião vascular e nutrólogo Wilson Rondó Jr, autor do livro Sinal verde para a carne vermelha: Uma nova luz sobre a alimentação saudável. O médico explica que o ômega 3 presente na carne de gado é essencial para fazer frente ao que chama de uma “inflamação silenciosa”, ocasionada por alimentos industrializados. “O ômega 3 contribui para contrabalançar o excesso de ômega 6 que os carboidratos têm acrescentado à nossa mesa”, ressalta.

Segundo a nutricionista Simone da Luz Silveira, professora do programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a carne é reconhecida como proteína de alto valor biológico e possui excelente poder de digestão (94%). Ela explica que não é o consumo de um alimento, sozinho, que desencadeia problemas de saúde. Simone ressalta que as patologias são consequências de um desequilíbrio metabólico que ocorre da combinação genética com o estilo de vida que a pessoa possui. “Não é um alimento, ou outro, isolado, que causa uma doença, mas sim, anos de uma conduta desequilibrada para aquele organismo”, explica.

A nutricionista Patrícia Andréia Jost, da Secretaria da Saúde de Santa Cruz do Sul (RS), ressalta que o equilíbrio está na escolha dos cortes. “É importante optar por preparações saudáveis”, afirma. O modo de preparo também é essencial para garantir uma refeição saudável, independente da carne que está na mesa. Segundo Andréia, deve-se dar preferência aos grelhados, assados ou cozidos, pois essas técnicas evitam a reabsorção da gordura pela carne.

DO PASTO AO PRATO
A importância da qualidade dos cortes é reforçada pelo gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros. Veterinário e estudioso do assunto, Medeiros argumenta que muitos mitos foram perpetuados durante décadas sobre alimentos de origem animal, e a carne é um deles. “A ciência vem demonstrando durante o tempo que o segredo de uma vida saudável está no consumo de uma dieta equilibrada, onde a carne vermelha é parte indispensável por seu conteúdo de minerais altamente disponíveis que só podem ser obtidos a partir de alimentos de origem animal, além de aminoácidos e proteínas de alta qualidade. Ao optar por carne de qualidade diferenciada, o consumidor pode conciliar alimentos saudáveis e saborosos como parte de uma dieta balanceada que, além de nutrientes, traz saciedade e prazer”, finaliza Medeiros.
Fonte: Angus

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https://www.comprerural.com/carne-vermelha-fortalece-musculos-e-o-sistema-imunologico/