segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resíduo de cervejaria ajuda os produtores de leite a sobreviverem na atividade


A cervejinha gelada apreciada pelos brasileiros ajudou produtores de leite a economizar em 2016, quando muitos pensaram em abandonar a atividade por não conseguirem bancar os custos de produção. O resíduo da cevada, matéria-prima das cervejarias, volta para o campo na forma de um ingrediente eficiente e barato para integrar a ração das vacas leiteiras. Na ponta do lápis, no ano passado, o subproduto se mostrou vantajoso, pois aliviou o bolso do produtor, que estava pagando caro pelos cereais.

Os estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram que os preços dos concentrados, que representam 40% do custo de produção da pecuária leiteira, subiram 13,8% de janeiro a novembro do ano passado, impulsionados pela alta das cotações dos grãos, principalmente do milho. Para quem não lembra, o cereal bateu recordes de preços, forçando os pecuaristas a buscar alternativas mais baratas.

A Fazenda Real, que fica em Cabrália Paulista (SP), encontrou uma solução misturando o resíduo de cervejaria na ração. O gerente da propriedade, Laurival Santos Freitas, afirma que os custos foram reduzidos em 25%. “É o que tem segurado a dieta dos animais”, explica. O preço compensou: o funcionário da fazenda afirma que, no final do ano passado, comprou a tonelada da cevada úmida por, em média, R$ 120, sem frete. Já a tonelada de farelo de milho custava em torno de R$ 750 e a de soja R$ 1.350.

Outro ponto importante é que a fazenda consegue ensilar 2.000 toneladas de cevada, o que garante preços ainda mais baratos e o abastecimento o ano todo, mesmo em épocas quando o brasileiro bebe menos cerveja, como no inverno. Além disso, houve incremento na produção e Laurival atribui o resultado à cevada. Cada uma das 450 vacas da fazenda está dando cerca de 5 litros de leite a mais na comparação com o ano passado. Juntas, fizeram a captação saltar de cerca de 7.500 para 10.600 litros por dia. “Se tiramos a cevada bruscamente, elas ficam estressadas e ‘protestam’ dando menos leite, algo em torno de 10% a menos logo no dia seguinte”, diz Laurival.

Ele explica que essa reação acontece porque os animais realmente adoram a “cerveja sólida”. Isso porque ela vem um pouco úmida, o que facilita a digestão de outros farelos mais secos, além de deixar o resíduo mais gostoso. Mas não pense que elas ficam bêbadas: o líquido não é fermentado, logo, não é alcoólico. Elas só ficam mais gordinhas, iguais aos beberrões humanos, pois acabam comendo mais a ração.

Ele explica que essa reação acontece porque os animais realmente adoram a “cerveja sólida”. Isso porque ela vem um pouco úmida, o que facilita a digestão de outros farelos mais secos, além de deixar o resíduo mais gostoso. Mas não pense que elas ficam bêbadas: o líquido não é fermentado, logo, não é alcoólico. Elas só ficam mais gordinhas, iguais aos beberrões humanos, pois acabam comendo mais a ração.

A sobra do processo industrial da bebida também é boa fonte de energia, podendo representar até um terço da mistura, sem perder a qualidade e produtividade do leite, já que tem de 30% a 40% de matéria seca. Tem ainda um excelente aproveitamento em termos de fermentação ruminal, o que garante energia aos bovinos através de seus ácidos graxos voláteis.

O resíduo garante também uma fermentação mais estável, mantendo o pH ruminal em níveis mais favoráveis para o bom funcionamento da digestão bovina. É rico em proteína bruta não degradável no rúmen, com cerca de 55% da composição, aumentando a eficiência da alimentação.

O zootecnista Sérgio Roberto, que atende clientes da Cevatrans, empresa que comercializa o resíduo, diz que o uso do produto é muito oportuno, uma vez que nos primeiros 70 dias do pós-parto a exigência desse tipo de proteína aumenta em até 45%. Por isso, melhora o desempenho produtivo nesse período.

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Fonte:
http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Leite/noticia/2017/04/criadores-usam-cevada-na-racao-de-vacas-leiteiras-para-reduzir-custos.html

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Carne vermelha fortalece músculos e o sistema imunológico

Principal fonte de proteína na mesa do brasileiro, a carne vermelha é essencial em qualquer cardápio balanceado, rico em vitaminas e minerais indispensáveis à saúde. Pesquisadores e profissionais garantem que o alimento é importante para a construção muscular e para o fortalecimento do sistema imunológico.

Os benefícios do consumo de carne devem-se à presença de zinco, ferro e fósforo, amioácidos e ácidos graxos essenciais, além das vitaminas do complexo B, entre elas B6 e B12, que atuam na formação de células vermelhas do sangue e na manutenção do sistema nervoso central. Além disso, a carne vermelha vem sendo apontada como responsável na ajuda ao combate da obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. É o que garante o cirurgião vascular e nutrólogo Wilson Rondó Jr, autor do livro Sinal verde para a carne vermelha: Uma nova luz sobre a alimentação saudável. O médico explica que o ômega 3 presente na carne de gado é essencial para fazer frente ao que chama de uma “inflamação silenciosa”, ocasionada por alimentos industrializados. “O ômega 3 contribui para contrabalançar o excesso de ômega 6 que os carboidratos têm acrescentado à nossa mesa”, ressalta.

Segundo a nutricionista Simone da Luz Silveira, professora do programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a carne é reconhecida como proteína de alto valor biológico e possui excelente poder de digestão (94%). Ela explica que não é o consumo de um alimento, sozinho, que desencadeia problemas de saúde. Simone ressalta que as patologias são consequências de um desequilíbrio metabólico que ocorre da combinação genética com o estilo de vida que a pessoa possui. “Não é um alimento, ou outro, isolado, que causa uma doença, mas sim, anos de uma conduta desequilibrada para aquele organismo”, explica.

A nutricionista Patrícia Andréia Jost, da Secretaria da Saúde de Santa Cruz do Sul (RS), ressalta que o equilíbrio está na escolha dos cortes. “É importante optar por preparações saudáveis”, afirma. O modo de preparo também é essencial para garantir uma refeição saudável, independente da carne que está na mesa. Segundo Andréia, deve-se dar preferência aos grelhados, assados ou cozidos, pois essas técnicas evitam a reabsorção da gordura pela carne.

DO PASTO AO PRATO
A importância da qualidade dos cortes é reforçada pelo gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros. Veterinário e estudioso do assunto, Medeiros argumenta que muitos mitos foram perpetuados durante décadas sobre alimentos de origem animal, e a carne é um deles. “A ciência vem demonstrando durante o tempo que o segredo de uma vida saudável está no consumo de uma dieta equilibrada, onde a carne vermelha é parte indispensável por seu conteúdo de minerais altamente disponíveis que só podem ser obtidos a partir de alimentos de origem animal, além de aminoácidos e proteínas de alta qualidade. Ao optar por carne de qualidade diferenciada, o consumidor pode conciliar alimentos saudáveis e saborosos como parte de uma dieta balanceada que, além de nutrientes, traz saciedade e prazer”, finaliza Medeiros.
Fonte: Angus

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Fonte:
https://www.comprerural.com/carne-vermelha-fortalece-musculos-e-o-sistema-imunologico/

terça-feira, 4 de abril de 2017

Conheça a Cenoura – Guzerá PO de cor avermelhada

A cor padrão do Guzerá é branco com cinza, assemelhando-se à pelagem do nelore, entretanto a cenoura nasceu com esta cor peculiar. Entramos em contato com o pessoal da Marca Vi, que é proprietária do animal e eles nos explicou:
A Cenoura é filha de Mãe LA e pai PO. A sua mãe era, em tese, PO, só que houve uma complicação na suas comunicações e a mesma teve que ser registrada como LA. Essa pelagem não é comum. Já apareceu duas vezes aqui na fazenda. Acreditamos que ocorre por fatores relacionados a consanguinidade.
A ABCZ não registra pois não aceita essa pelagem. Contudo, na Índia há animais dessa forma e são vistos mais comumente. A pelagem chama-se “Fogo”. Um extremo da pelagem debruada. Por vezes cascos e chifres despigmentados, dai o por que dá ABCZ não conceder o registro.


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sexta-feira, 31 de março de 2017

Cuidados para se ter neste outono-inverno e proteger seu rebanho

Na atividade pecuária tudo depende do clima, pois este influencia desde o crescimento do pasto até o aparecimento de doenças no rebanho. Para saber como o pecuarista pode se preparar para este outono-inverno, confira abaixo a entrevista do professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Enrico Ortolani, e o meteorologista Celso Oliveira, da Somar para o Portal DBO.

ABRIL
De acordo com Oliveira, o que mais chama a atenção logo no início do outono é que o mês de abril não será como o do ano passado. “Em 2016, abril foi seco e quente por conta do El Niño, que provocou bloqueios atmosféricos impedindo que frentes frias chegassem ao Sudeste, Centro-Oeste e Paraná”, afirma. Este ano, embora a expectativa seja de que o norte de Minas; Goiás e Mato Grosso registrem chuvas abaixo da média histórica, que vai de 1961 a 1990, o volume deve ficar acima do registrado em 2016. No Sul, segundo o meteorologista, os acumulados devem ultrapassar a média histórica em abril.
Diante desse cenário para o começo da estação, Ortolani alerta para a necessidade de vermifugar o rebanho. “Mais chuvas favorecem a persistência de larvas na pastagem, aumentando o risco de verminoses”, diz. Daí a importância de seguir o calendário, e não esquecer nenhuma etapa do processo. “O ideal é fazer a vermifugação preventiva no esquema 5-8-11, ou seja, em maio, agosto e novembro”.
A escolha do vermífugo também deve ser cautelosa, dada a resistência cada vez maior a esses medicamentos. Ortolani recomenda que o produtor deixe de lado produtos à base de ivermectina e doramectina e, no banco de reserva, a abamectina e eprinomectina, que pertencem à mesma família das outras duas. Sobram como opção vermífugos injetáveis como a moxidectina, o levamisole e o albendazole. “Uma outra possibilidade seria o uso de triclorfon via oral, pois ele atua muito bem sobre os vermes resistentes. Por ser organofosforado, porém, há risco de intoxicação em caso de dosagem maiores, além da possibilidade de aborto. Assim, só seu veterinário deve decidir pelo uso e ser responsável pela aplicação”, afirmou o médico veterinário já em um artigo publicado na Revista DBO.

MAIO/JUNHO
“Em maio, o clima é mais seco tanto no Sudeste como no Centro-Oeste, com uma queda acentuada na quantidade de chuvas”, diz Oliveira. Os volumes ficam dentro da média com uma distribuição melhor do que houve no ano passado.
“No Sul, teremos chuvas mais fortes, acima da média principalmente em Santa Catarina, e que devem exceder a média histórica”, afirma o meteorologista. A segunda quinzena do mês também é marcada pela entrada de ondas de frio pelo Sul, com a possibilidade de ocorrência de geadas. “A diferença em relação ao ano passado é que o frio não deve ser duradouro, com uma madrugada que seja, ou duas, podendo trazer essas geadas”. Entre a segunda quinzena de maio e primeira de junho, ondas de frio mais intensas chegam ao Centro-Sul do Brasil, aumentando o risco de geadas.
Para Ortolani, o excesso de chuvas no Sul já deixa o alerta de que é preciso se preocupar com clostridioses, como a hemoglobinúria bacilar. A doença, bastante comum na região Sul do Brasil, é ocasionada pela bactéria C. haemolyticum, podendo causar anemia intensa e icterícia, provocando febre, abatimento e morte súbita dos animais. A prevenção deve ser feita com a vacinação dos animais jovens.

JULHO
Em julho, são esperadas chuvas acima da média no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, havendo alerta para precaução com o aparecimento de um El Niño, que promete ser mais fraco do que aquele registrado em 2015. Segundo Oliveira, a principal diferença será resultante do aquecimento desuniforme das águas do Pacífico, que pode provocar oscilações no clima. “Com o fenômeno, dificilmente teremos chuvas persistentes no Sudeste e Centro-Oeste. A tendência é de que haja uma flutuação no inverno, com um mês mais seco seguido de um mês mais úmido”, explica o meteorologista da Somar. O El Niño, no entanto, deve perder intensidade no decorrer do segundo semestre, tendo curta duração.
Por volta dessa época, considerando que o tempo est
ará mais seco no Centro-Oeste, é importante ter atenção também a doenças respiratórias em bovinos que entram no confinamento. Nesse sentido, a dica do professor Ortolani é evitar a formação de poeira nas instalações.
Fonte: Portal DBO

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Fonte:
https://www.comprerural.com/pecuarista-doencas-que-podem-aparecer-no-rebanho-neste-outono-inverno/

quarta-feira, 29 de março de 2017

Cavalo mais caro do mundo


Em 2000, um cavalo chamado Fusaichi Pegasus foi vendido por US$70 milhões – o que equivalente a quase 250 milhões de reais, tornando-se o número um dos cavalos mais caros do mundo.

Nascido em 1997, foi vendido com um ano de idade por apenas US$4 milhões (R$14 milhões). Como filho do garanhão Mr. Prospector, grandes expectativas foram postas em Pegasus, e deram certo!

Os donos do cavalo nem quiseram acreditar quando o investimento deles de US$4 milhões ganhou a maior corrida de cavalos do mundo, a Kentucky Derby em 2000.

Após esta grande vitória, rapidamente os proprietários do equino receberam uma oferta que não podiam recusar. O grupo irlandês de criação Coolmore Stud ofereceu a quantia de US$70 milhões por ele.

Apesar da sua decepcionante atual carreira como cavalo de reprodução, Fusaichi Pegasus ganhou um total de US$1,994,400 (R$7,113,729) durante a sua carreira como cavalo de corrida.

Fusaichi é uma combinação do nome do seu primeiro dono, Fusao, e do número um em japonês, ichi.


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Fontes:
https://apostagolos.com/top-7-cavalos-mais-caros-do-mundo/

segunda-feira, 27 de março de 2017

Vacas holandesas estão usando sutiã?


Pra quem é europeu essa foto não causa nenhum pouco de espanto, mas pra você que é brasileiro, saberia dizer pra que servem este suporte de ubre?

Países como a Rússia, Noruega, Alemanha onde o frio é predominante o ano inteiro e costuma ter temperaturas negativas, as vacas, de fato, usam o acessório para que suas tetas não congelem com o frio. Na Islândia onde as fotos foram tiradas, porém, o problema é outro. Como a ilha é de formação vulcânica, ela é cheia de pedras pontudas e, quando as vacas estão pastando, essas rochas podem machucar as bichinhas.

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Fontes:
https://www.comprerural.com/vacas-holandesas-estao-usando-sutia-voce-saberia-dizer-porque/


sexta-feira, 24 de março de 2017

Cidade Baiana tem vaca que pode ser o cruzamento de Jegue com uma vaca

Uma bezerra que possui o corpo de um bovino e a cabeça de um equino tem chamado atenção dos moradores do município de Conceição do Almeida, na região do recôncavo da Bahia. O animal, apelidado de “Coelhinha”, por conta das orelhas em pé, pode ser resultado do cruzamento entre uma vaca e um jegue.
"Cruzamento de vaca com jumento é aquele que resulta num híbrido incapaz de dar leite e tampouco puxar carroça”. Esse é mais um dito popular.
"Coelhinha" nasceu há dois anos e meio na fazenda Vale dos Caraís, na zona rural do município. Por lá, os animais, como cavalos, bois, jumentos e cabras, circulam livremente pelo pasto e ficam juntos. Foi neste ambiente que pode ter acontecido o cruzamento inusitado.
Como no rebanho não havia nenhuma égua gestante, foi confirmado que o filhote era de Bandeirão. Uma investigação foi iniciada para descobrir o que poderia ter acontecido e surgiram suspeitas sobre a relação da vaca com o jegue “Furão”, que também morava na fazenda. Ele morreu há alguns meses.
O pecuarista Júnior Caldas contou que o animal era conhecido na região pela fama de garanhão. “O que ele via na frente, era vaca, era égua, era mula, tivesse no cio Furão tava junto. Ele chegava e executava a parte dele. Danadinho! Nós não presenciamos esse cruzamento [de Furão e Bandeirão]”, relatou.
O vaqueiro Manoel disse que, no início, “Coelhinha” se comportava como jegue. “Largava a mãe dela e saía correndo prum canto pro outro, ficava pulando. Boi não faz isso. Agora, como ela já tá mais crescida, mais adulta, ela tá se comportando realmente como um bovino”, detalhou.
Uma jega da fazenda, conhecida como “Manteiguinha”, estranhou muito quando “Coelhinha” chegou à fazenda. “Ela ia na beira de Coelhinha, olhava, olhava e se mandava de carreira. Depois vinha de novo, olhava e saia correndo. Até que acostumou”, conta o vaqueiro Francisco Pereira.
A expectativa na fazenda agora é ver os filhotes de “Coelhinha”, que está prenha pela primeira vez. “Daqui a uns quatro meses, mais ou menos, a gente vai descobrir se vai sair parecido com a mãe ou não”, disse o pecuarista Júnior.

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